A incapacidade adquirida, independentemente do nível de gravidade que apresenta, pode desafiar muitos dos princípios fundamentais de vida de qualquer pessoa. A doença contextualiza-se individual e socialmente, afectando o equilíbrio psicodinâmico do sujeito em relação ao meio envolvente. A pessoa em causa confronta-se com uma situação nova e radicalmente diferente, capaz de limitar o desempenho das suas obrigações sociais, profissionais e familiares como até então sucedia.
As especificidades de uma afasia podem realçar aspectos um pouco diversos, consoante a gravidade, o prognóstico e o grau de incapacidade que possa provocar. Só por si, o novo estado de saúde desencadeia alterações no comportamento e no modo de ser do indivíduo, passando a afasia a constituir um marco importante e determinante na «história pessoal de vida». Esta nova situação pode provocar uma regressão afectiva, estados depressivos, necessidades novas de segurança e protecção e ansiedades desestruturantes.
Salienta-se, também, as alterações neuropsicológicas que surgem após a lesão neurológica, tais alterações devem ser avaliadas e posteriormente reabilitadas para que o sujeito possa ter uma melhor integração social, profissional e familiar.
O processo terapêutico a realizar com estes sujeitos não difere muito do aplicado a outros indivíduos. O que particulariza a abordagem psicoterapêutica nestes casos, e em particular com sujeitos afásicos, é o conjunto de técnicas devidamente pensadas para o efeito.
Tipos de Intervenção:
Psicoterapia de apoio individual;
Grupos de apoio / suporte;
Intervenção com familiares.
Avaliação neuropsicológica;
Estimulação neuropsicológica.
Dr.ª Filipa Lourenço (Psicóloga Clínica)